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Concerto no Museu

Pela primeira vez em Portugal, o “Conjunto Sinfónico da Escola Secundária de Rapazes de North Sydney (Austrália)” atuou na Freguesia de Santo António num concerto organizado em parceria com a Embaixada da Austrália em Portugal, o Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC) e a Freguesia.

Antes da entrada em palco, tempo para um cocktail de convívio, oferecido pela Embaixada, onde o Embaixador da Austrália em Portugal, Peter Rayner, também ele um “old falconian” (antigo aluno) agradeceu a presença dos jovens estudantes. Cerca de 50 alunos, dos 12 aos 18 anos, que se encontravam em tournée, tendo já atuado em países como a Hungria, República Checa, Singapura, Alemanha.

Após afinação dos instrumentos, a Orquestra de Cordas da Escola Secundária de Rapazes de North Sydney foi a primeira atuar. Destaque para a música intitulada “Vôo do Falcão”de Guy McEwan. Uma estreia mundial.

“Foi a primeira vez que tocámos esta música e foi uma experiência fantástica. A acústica deste espaço é perfeita e não podíamos estar mais contentes com o resultado”. Palavras de Alan Burzevski, antigo capitão da escola que, agora se despede para ingressar no curso de medicina. Um dos melhores alunos de uma escola com reputação de excelência e, academicamente, seletiva.

A música na Escola Secundária de Rapazes de North Sydney é uma disciplina extra curricular disponível para os alunos desde o sétimo ano até ao décimo segundo. Os ensaios decorrem todas as sextas feiras de manhã das 7h30 às 8h30. Obrigando a muitos destes alunos a viajar desde toda a área de Sydney para chegar à costa norte.

“Eu toco violoncelo desde os quatro anos. E para ir para a escola tinha que acordar todos os dias às 6h30. Quando tinha música era muito mais difícil mas era algo que estava sempre na expectativa de ter, porque fugia um pouco da rotina e do estudo”. Tal como Alan, também Desmond, de 14 anos, vive longe mas vale o sacrifício.

“A música é diferente de tudo, porque é mais expressiva onde nos é pedido para tocar o instrumento e sentir a música. Muito diferente de qualquer outro trabalho escolar, onde nos é pedido para escrever e pesquisar”.

Um trabalho gratificante para quem acompanha estes jovens talentos, como é o caso do maestro Scott Ryan. “Guardo um carinho muito grande por todos eles e são das pessoas mais fabulosas que se possa conhecer. São carinhosos, atenciosos e entre eles são companheiros. Facilmente, na escola podiam tornar-se competitivos para serem os melhores mas estou na escola há 11 anos e nunca presenciei isso”.

O antigo Laboratório de Química da Escola Politécnica serviu de palco para este concerto que terminou com chave de ouro na noite de 18 de dezembro ao som da Sinfónica de Sopros.