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Festa da Francofonia

A residência oficial do Embaixador da Bélgica em Portugal acolheu no dia 27 de fevereiro o coletivo de países membros da Organização Internacional da Francofonia com representação diplomática em Portugal, bem como os respetivos parceiros do evento, para, em conferência de imprensa, dar a conhecer o programa onde se cruzam culturas de vários países unidos pela língua francesa.

O mês de março foi o escolhido para a Festa da Francofonia que, para Boudewijn Dereymaeker, Embaixador da Bélgica em Portugal, é muito mais do que “promover a língua francesa”. Trata-se de representar “um espaço de solidariedade, tendo como valor primordial, o multilateralismo”.

Entre filmes, apresentações de livros, teatro, música e dança, destaque para a programação do dia 23 de março no Museu da Água – Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras, com o apoio da Freguesia de Santo António.

A Mãe d’Água foi o local ideal para acolher pela primeira vez uma série de intervenções pensadas exclusivamente para a Francofonia. Como tal, Luísa Branco, do Conselho Administrativo da EPAL, não podia estar mais feliz com a iniciativa. “Esta Mãe d’Água é uma porta de entrada de água na cidade e nós também gostamos que seja uma porta aberta para estas iniciativas, para todos. Por isso é um prazer receber-vos”.

A inauguração da exposição de 20 fotografias canadianas subordinadas ao tema “Liberdade de Expressão”, pela primeira vez exposta fora do Canadá, reflete temas e realidades tipicamente canadianas (ex: Aborígenes) como representa temas tão universais como o respeito pela diversidade.

“É uma exposição criada pelo Museu Canadiano dos Direitos Humanos e baseado num concurso num âmbito dos 150 anos do Canadá como país”. Tal como nos explica o Embaixador do Canadá em Portugal, Jeffrey Marder. Exposição que fica patente até 20 de maio de 2018.

A dança contemporânea do jovem Borja Fernández Vilaplana, organizada pela Embaixada de Andorra, foi também uma das novidades. “É uma coreografia especialmente pensada para a Francofonia e para este espaço (Mãe d’Água). A coreografia de Maria Rovira é baseada na Odisseia de Homero e tem como tema o mar e o que ele significa nos dias de hoje”, conclui Cristel Molné Casajuana, da Embaixada de Andorra em Portugal, sobre o espetáculo “Eolo”.

A história entre um jovem cheio de dúvidas e preocupações e, a sua avó que ele tanto admira, onde juntos partilham a paixão pelo teatro e a poesia, resume a peça de teatro “L’Appel du Large” que subiu ao palco da Mãe d’Água com poemas de Fernando Pessoa, e a qual o actor Étienne Van der Belen, nos explica como se tornou num ensinamento de vida. “A escrita da peça L’Appel du Large foi feita há 10 anos numa altura em que a minha avó faleceu e eu estava no Teatro Nacional na Bélgica. E como não tive a oportunidade de me despedir da minha avó, pensei se “ o teatro roubou-me este momento, irei devolvê-lo através de uma peça”.

A música também tomou conta do palco com a Embaixada de França e Marrocos num concerto com Karinn Helbert a tocar Cristal Baschet, um instrumento raro cujo som lembra ao mesmo tempo um órgão, um violoncelo, acompanhada pelo canto sufi de Ahmed Abdelhak El Kaâbe. E a fechar a Festa da Francofonia na Freguesia de Santo António, o concerto de rock alternativo do grupo romeno Fluturi Pe Asfalt com Eugeniu Males, Alexandru Prigoana, Andrei Ionescu e Andrei Gheorghiu.