Estamos numa transversal à Avenida da Liberdade quando encontramos um restaurante com mais de 60 anos de história. Entrar no Sancho é como fazer uma viagem no tempo à época do livro de Cervantes. A madeira escura, as mesas com toalha, um bar completo à entrada, a farda com colete pauta este serviço que se pretende que seja familiar. Como nos explica o sócio-gerente, Paulo Silva.

“O que nós gostamos que nos façam também gostamos de fazer aos outros. Por isso, primamos sempre por um atendimento afável, delicado e acabamos por ter aqui uma família onde os clientes já dizem qual é a sua mesa”.

Não se admire por isso se encontrar uma placa nas salas a dizer “Mesa da Família”. Afinal são muitas horas dedicadas a preparar tudo para receber quem os procura ao almoço e ao jantar.

“Estou nesta área há 35 anos e isto é paixão. Na restauração ou se tem paixão ou não se tem. Muito sacrifício, dedicação, muita hora. Fartamo-nos de trabalhar antes e depois dos almoços, não se para”.

Na origem deste restaurante há uma influência galaico-castelhana, presente em alguns pratos da sua culinária e na origem da sua denominação "Sancho". Uma figura lendária do famoso livro de Miguel de Cervantes. Ao longo dos tempos, o Sancho tem vencido os desafios mantendo a sua imagem de marca: comida com qualidade.

“Na ementa não pode faltar o Cabrito Assado no Forno, a Paelha, o Arroz Negro de Choco, os Rojões com Castanhas, o Arroz de Marisco. Depois temos pratos específicos para cada dia: às segundas temos Bacalhau com Broa, às terças temos Arroz de Pato, à quarta-feira o Cozido, à quinta o Cabrito Assado no Forno e às sextas-feiras Peixe no Forno (dourada, robalo)”.

O difícil vai ser mesmo escolher...

O espaço, com capacidade para 68 pessoas, possui duas amplas salas (fumadores e não fumadores) e está aberto de segunda a sexta-feira 12h-15h30 / 19h-23h. E aos sábados 19h-23h. Na Travessa da Glória, 14.