O mote da campanha de sensibilização ambiental para pontas de cigarros da Freguesia de Santo António de Lisboa foi lançado em 29 de agosto de 2019. Sendo a forma mais comum de lixo, a beata é um flagelo que persiste, e que pode demorar até 10 anos a decompor-se. E por ser urgente mudar este comportamento, os serviços de Limpeza Urbana e Licenciamento iniciaram, neste dia, a primeira de três ações do ano pensadas para sensibilizar a população.
 
Presente no dia do lançamento da campanha, Ângelo Pereira, Vereador do PSD da Câmara Municipal de Oeiras, deu os parabéns à freguesia. “É uma campanha muito positiva. É muito importante sensibilizar a população para o tema da defesa do ambiente. E o tema “Porque o mar começa aqui” as pessoas à primeira vista estranham, mas depois percebem, que tudo o que é deitado aqui, chega ao mar”.
 
O arranque da campanha coincidiu com a instalação do primeiro cinzeiro de parede na freguesia - Cinema São Jorge. E, neste momento, a freguesia tem mais de 150 entidades públicas e privadas interessadas nos cinzeiros. Filipa Mendes, responsável pelos serviços de Limpeza Urbana da Freguesia de Santo António, reforça que “este protocolo com os agentes económicos procura envolvê-los neste processo de procura de uma solução, como dar uma resposta aos comerciantes face à nova legislação das beatas”. De relembrar em 3 de setembro de 2019 foi publicado em Diário da República, a Lei nº 88 que aprova medidas para recolha e tratamento dos resíduos de tabaco e pune com coimas entre 25 e 250 euros para quem atirar beatas para a via pública. E de acordo com esta lei, os “estabelecimentos comerciais, designadamente de restauração e bebidas, onde é proibido fumar, devem dispor de cinzeiros e de equipamentos próprios para a deposição dos resíduos indiferenciados e seletivos”.
 
E antecipando estas normas, sensibilizando comerciantes, moradores e trabalhadores foram pensados, para além dos cinzeiros de parede, os cinzeiros de bolso que podem ser solicitados pelos nossos fregueses, no polo de atendimento, na rua Alexandre Herculano nº 46, R/C Esq. Têm apenas que comprovar que são eleitores.
 
Ambos os cinzeiros são fabricados manualmente em POLISIN®, matéria prima de patente portuguesa que reutiliza plásticos acumulados em aterros por impossibilidade de reciclagem.
 
“Estamos neste momento em contacto com entidades para obter uma solução que permita fazer a valorização energética das beatas. Seja através do tratamento como resíduo ou para reutilização enquanto parcela de outros materiais. Tudo isto por entendermos que ainda não está fechada a economia circular das beatas”. Reforça Filipa Mendes.
 
Até ao final de 2019, o Presidente da Freguesia de Santo António de Lisboa, Vasco Morgado, espera tirar 200.000 beatas da rua até ao final do ano e lembra “que uma boa parcela dos custos de uma autarquia é canalizada anualmente para a varredura de beatas da via pública, com custos para os contribuintes que poderiam ser canalizados para outras áreas socioculturais ou mesmo ambientais”.
 
Porque o mar começa aqui, bem no coração de Lisboa está a ajudar a mudar esta realidade com a distribuição de cinzeiros (de bolso e de parede). Uma forma de proteger o ambiente.  Melhorar as condições de limpeza do espaço urbano. Cumprir com deveres de legislação e regulamentos vigentes.
 
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