A Escola JI/EB1 Luísa Ducla Soares, na Rua do Passadiço, foi inaugurada esta quinta-feira pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Fernando Medina, e pelo presidente da Junta de Freguesia de Santo António, Vasco Morgado.

No local estiveram ainda presentes a escritora Luísa Ducla Soares, que dá o nome à escola, e o vereador Manuel Grilo.

Depois de ter passado por obras de remodelação, a escola ganhou uma nova imagem, tendo-se reconstruído todos os espaços interiores e exteriores. Adaptaram-se espaços – como foi o caso da cantina, onde anteriormente funcionava um ginásio – e criaram-se novas áreas, do qual é exemplo o anfiteatro.

Aliás, a coordenadora do projeto de arquitetura, Ana Barbosa, explicou que este edifício teve várias utilizações: já albergou a primeira delegação da Alemanha em Portugal, a sede do Sporting, a Frente Nacional Socialista e, finalmente, a escola Luísa Ducla Soares.

Vasco Morgado não deixa de frisar “a importância pedagógica de termos finalmente um espaço a que [as crianças] se habituem e que considerem uma segunda casa. No fundo, isto permite-lhes estarem mais calmos a estudar e a aprender”.

Isto porque, até à data, as turmas do pré-escolar e dos 1º e 2º anos tiveram aulas provisoriamente na Escola EB1 das Gaivotas, e as turmas dos 3º e 4º anos na Escola EB1 Maria Barroso. Os cerca de 90 alunos desta escola podem agora regressar a um espaço conjunto.

Durante a visita de inauguração ao espaço, Fernando Medina referiu a qualidade e gosto da reconstrução, que considera “honrar e prestigiar a escola pública portuguesa”

“Estou muito orgulhoso desta obra. Não deixo de saudar também os arquitetos na solução particularmente feliz na recuperação de um edifício antigo que é transformado numas valências modernas, confortáveis, qualificantes da escola pública, com salas bem iluminadas, bem ventiladas e equipamentos modernos”, afirma o presidente da CML.

Já no final da visita, Luísa Ducla Soares afirmou ter ficado com imensas ideias para escrever uma estória sobre o edifício, dada a história do local: “Depois desta visita fiquei com vontade de ir aos arquivos da Câmara de Lisboa reunir documentação sobre isso. Se [as crianças] estudam a história de Portugal, da sua cidade, porque não estudar a história da sua escola?”, questiona.