Já é conhecido o plano de vacinação contra a COVID-19, que foi apresentado esta quinta-feira, 3 de dezembro, em conferência de imprensa. 

A vacinação decorrerá em três fases e “será universal, gratuita, facultativa e disponibilizada a toda a população, de acordo com as características que sejam aprovadas”, tal como declarou Francisco Ramos, coordenador do grupo de trabalho para o plano de vacinação contra a COVID-19.

A primeira fase de vacinação abrange 950 mil pessoas e decorrerá, “num cenário otimista”, entre janeiro e março, de acordo com Francisco Ramos. Aqui estarão incluídas as pessoas de idade igual ou superior a 50 anos que sofram de pelo menos uma das seguintes patologias: insuficiência cardíaca, doença coronária; insuficiência renal; Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) ou doença respiratória crónica sob suporte ventilatório e/ou oxigenoterapia de longa duração. Nesta primeira fase estão ainda contemplados os residentes de lares e cuidados continuados, bem como os respetivos profissionais, e os profissionais de saúde e das forças de segurança.

Já numa segunda fase serão vacinadas as pessoas de idade igual ou superior a 65 anos, com ou sem patologias, bem como as pessoas entre os 50 e os 64 anos com pelo menos uma das seguintes patologias: diabetes; neoplasia maligna ativa; doença renal crónica; insuficiência hepática; obesidade; hipertensão arterial e outras patologias, a definir posteriormente. Este grupo contempla cerca de 1,8 milhões de pessoas, prevendo-se que a data de vacinação decorra entre março, ou abril, a junho, ou julho.

Por fim, a terceira fase abrange a restante população.

Quanto aos pontos de vacinação, na primeira fase estes terão lugar nos Centros de Saúde, lares e unidades de cuidados continuados, bem como nos serviços de saúde ocupacionais e entidades de serviços críticos.

De acordo com Francisco Ramos estão “garantidas 22 milhões de doses de vacinas”. De momento existem acordos com seis farmacêuticas, onde estão incluídas a Pfizer, a Moderna e a Astrazeneca.