A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou, ontem à tarde, dia 14 de dezembro de 2021, por maioria proposta da Freguesia de Santo António (Lisboa) de elevar Teatro de Revista a Património Imaterial da Humanidade (UNESCO).

A proposta não teve votos contra, embora o Partido Socialista e os Cidadãos por Lisboa tenham optado pela abstenção.

A Freguesia de Santo António, sendo a freguesia lisboeta com maior número de teatros, e também a casa do Parque Mayer, decidiu levar a votos na Assembleia Municipal de Lisboa a proposta de elevar o “Teatro de Revista” a Património Imaterial da Humanidade (UNESCO).

A proposta, levada por Vasco Morgado, no seu duplo papel de Presidente da Freguesia de Santo António e também de deputado municipal pelo PSD, teve larga aceitação na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa, assim como também o tinha tido em sede de Assembleia de Freguesia.

"Tirem tudo ao alfacinha, mas não lhe tirem a Revista!" referiu Vasco Morgado na apresentação da recomendação à Assembleia Municipal de Lisboa, citando André Brun, humorista e escritor português do séc. XIX e cofundador da Sociedade Portuguesa de Autores. 

A sua intervenção, aplaudida por todos os setores, excetuando-se o Partido Socialista, incluía ainda uma recomendação à Câmara Municipal de Lisboa no sentido de considerar o Teatro de Revista como "atividade cultural representativa da cidade de Lisboa".

A proposta refere ainda a necessidade de a Câmara Municipal de Lisboa sensibilizar "os órgãos de soberania, em particular o Presidente da República, a Assembleia da República e o Governo, (…) para a importância desta candidatura".

O Teatro de Revista, enquanto género, nasceu em 1850 no "Teatro Gymnasio", pela mão de Francisco Palha e Latino Coelho, com espetáculos de curta carreira, até que em 1879 aparece autonomamente com a peça “Viagem à volta da parvónia”, da autoria de Guerra Junqueiro.

“O Teatro de Revista fixou-se no Parque Mayer no início do séc. XX” lembra o Presidente da Freguesia de Santo António, e “contou com artistas como Beatriz Costa, Palmira Bastos, Teresa Gomes, Vasco Santana, António Silva, Milú, Ribeirinho, Amália, Anita Guerreiro, João Villaret ou Laura Alves” e é, ainda hoje, “o tipo de Teatro que leva mais público às salas”.

“Penso que acima das ideologias ou posições políticas, devem estar sempre os interesses dos lisboetas e da cultura” declarou Vasco Morgado em relação à abstenção dos setores socialistas. “Não há maior riqueza para um país, do que um cofre cheio de cultura”.

Vasco Morgado lembrou ainda que a reabilitação do Parque Mayer está de novo em cima da mesa com a vitória da coligação NOVOS TEMPOS LISBOA nas últimas eleições autárquicas, que colocou o projeto da Freguesia de Santo António “Parque Mayer 2.0”- como parte integrante do seu programa eleitoral.