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Projeto Farol - Confinamento

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Com a imposição de um segundo confinamento, o Projeto Farol – Saúde Mental deu um passo em frente, aconselhando a população da melhor forma para lidar com este novo desafio. Através de flyers e publicações nas redes sociais, tendo sempre como fonte a Ordem Portuguesa dos Psicólogos, pretendemos alertar os fregueses para a importância da Saúde Mental e como esta pode afetar várias vertentes do dia-a-dia. Os conteúdos destas publicações encontram-se explanados abaixo.

Esteja atento aos seus amigos e familiares


Esclarecer a população sobre os sinais e sintomas que podem levar ao suicídio ajuda a salvar vidas.
Muitas vezes as pessoas não apresentam sinais exteriores, pelo que não recorrem aos cuidados de saúde de que precisam. Assim, devemos estar atentos aos que nos rodeiam e alertar os serviços de apoio psicológico.
Há casos que apresentam alterações de comportamento e de humor significativos, o que poderá ajudar a detetar potenciais casos de suicídio. Alguns destes sinais incluem:

  • Abandono de amigos e/ou atividades sociais;
  • Perda de interesse em hobbies, trabalho, escola, etc.;
  • Não conseguir assumir as responsabilidades diárias;
  • Estado emocional alterado ou instável, como agitação, irritabilidade, descontrolo ou agressividade;
  • Preparação de despedida e testamento;
  • Oferta de objetos pessoais significativos;
  • Adoção de comportamentos de risco, como consumos excessivos de álcool e/ou drogas;
  • Ter passado recentemente por perdas ou separações significativas;
  • Falar sobre temas relacionados com a morte;
  • Ter tentado o suicídio anteriormente.

A Organização Mundial de Saúde estima que ocorre um suicídio a cada 40 segundos no mundo e que, por cada um, 135 pessoas ficam de luto ou são afetadas de alguma forma.

Seja para si ou para um familiar, não hesite em pedir ajuda! No Projeto Farol – Saúde Mental temos uma equipa que o pode ajudar. Ligue para o 933 060 305 e fale com uma das nossas psicólogas ou para a linha do SNS 24 – 808 24 24 24.
projetofarol@jfsantoantonio.pt

Como lidar com o luto durante a pandemia


O luto é uma resposta natural e humana, acompanhada de sentimentos de tristeza profunda e até negação, raiva ou culpa. Dada a pandemia, o processo de luto pode ser condicionado por um conjunto de aspetos, como as alterações aos rituais fúnebres, que acarretam um novo tipo de tristeza, tanto individual como comunitária.

Sugestões para a pessoa enlutada e família próxima:

  • Não adie o luto. Aceite que o luto tem de ser vivido e que as lágrimas ajudam a exteriorizar o sofrimento acumulado;
  • Não se isole. O luto é um processo difícil, mas precisa de ser vivido com a ajuda de familiares e amigos;
  • Respeite o seu próprio tempo. Não espere que a tristeza passe de repente. O luto é um processo longo de construção de uma nova realidade.
  • Respeite as suas emoções. O luto pode incluir os mais diversos sentimentos: raiva, revolta, culpa, medo, impotência, ansiedade e até alívio (por exemplo, em situações em que a pessoa estava em sofrimento);
  • Procure ânimo em tarefas que lhe tragam alegria. Mantenha as suas rotinas e atividades e não abdique do que lhe dá prazer;
  • Valorize o autocuidado. Quando se está em luto ou a apoiar alguém, acabamos por não cuidar da nossa saúde física e emocional. Aproveite o tempo para cuidar de si.
Se considerar que o sofrimento é tão perturbador que o impede de realizar as suas atividades quotidianas, procure a ajuda de um psicólogo.

A Freguesia de Santo António conta com uma equipa de psicólogos para o apoiarem. Ligue para o 933 060 305 e fale com uma psicóloga do Projeto Farol – Saúde Mental ou para a linha do SNS 24 – 808 24 24 24.

projetofarol@jfsantoantonio.pt

Como me sinto? Checklist para jovens


A situação de pandemia COVID-19 afeta-nos a todos, pelo que é importante estarmos atentos e cuidarmos da nossa saúde psicológica e bem-estar.
Utilize esta checklist para re¬fletir com o seu filho, ou filha, sobre como se tem sentido nas últimas duas semanas.
Responda da forma mais sincera possível e com base na sua experiência pessoal, assinalando com um (√) sempre que a resposta às a¬firmações for "sim, na maior parte do tempo". Não existem respostas "certas" ou "erradas". Esta checklist serve apenas para que possa reconhecer e refletir sobre pensamentos, sentimentos e comportamentos nas últimas duas semanas.
Os resultados desta checklist não constituem uma avaliação ou diagnóstico psicológico.
⃝    1. Sinto-me muito cansado, com falta de energia e/ou sinto que tudo é um esforço para mim;
⃝    2. Sinto-me muito nervoso, ansioso;
⃝    3. Estou constantemente preocupado com alguma coisa;
⃝    4. Estou mais irritável e zango-me mais facilmente;
⃝    5. Sinto-me triste, nada me anima;
⃝    6. Sinto-me pessimista, sem esperança no futuro;
⃝    7. Distraio-me facilmente, tenho dificuldade em concentrar-me numa tarefa ou atividade;
⃝    8. Não tenho motivação ou interesse em fazer as atividades que antes me davam prazer e/ou parece que não sou capaz de me divertir como antes;
⃝    9. Sinto-me sozinho e/ou não tenho a quem pedir ajuda ou apoio se precisar;
⃝    10. Discuto com a minha família ou amigos mais vezes que o habitual;
⃝    11. É difícil relaxar e descontrair;
⃝    12. Sinto que não sou útil para ninguém;
⃝    13. Sinto que não consigo lidar com esta situação e/ou que não controlo a minha vida – como o meu comportamento, pensamento e emoções;
⃝    14. O meu padrão habitual de sono e/ou apetite alterou-se (ex. não consigo dormir, durmo mais; como mais, como menos);
⃝    15. Consumo mais tabaco ou álcool do que era habitual.

Chave de Leitura:
1-3 Parece estar a lidar bem com a situação. Lembre-se que é natural sentir ansiedade e preocupação nesta situação exigente e de incerteza. Mantenha-se ativo e conectado com familiares e amigos e cuide da sua saúde psicológica e bem-estar.
4-8 Lembre-se que é natural sentir ansiedade e preocupação nesta situação exigente. Fale com pessoas em quem conf¬ia sobre aquilo que o preocupa, reserve tempo para cuidar de si e procure ajuda. Pode ligar para a Linha de Aconselhamento Psicológico SNS24, por exemplo.
9-15 Quando temos de lidar com experiências difíceis e os sentimentos interferem na nossa vida e bem-estar, devemos procurar ajuda. Um psicólogo pode ajudar-nos a pensar de forma mais clara e a encontrar estratégias para resolvermos as nossas di¬ficuldades. Liga para a Linha de Aconselhamento Psicológico SNS24.

Independentemente dos resultados, se está preocupado com a sua saúde psicológica ou a de um familiar, um psicólogo pode ajudar.
Ligue para o 933 060 305 e fale com uma psicóloga do Projeto Farol – Saúde Mental ou para a linha do SNS 24 – 808 24 24 24.
projetofarol@jfsantoantonio.pt

Como nos podemos relacionar durante a pandemia


Manter a socialização durante a pandemia pode revelar-se difícil, dada a necessidade do distanciamento físico. Uma vez que esta é um fator importante para a manutenção da saúde mental, devemos encontrar outras formas de nos relacionarmos.

• Reforce as suas relações. A conexão com os outros é o nosso “superpoder”, torna-nos mais inteligentes, felizes, produtivos e resilientes;
• Expresse os seus afetos e partilhe o que sente. Se está cansado de ecrãs e de videochamadas, faça telefonemas, escreva um email ou até uma carta;
• Reduza a possibilidade de conflitos. É natural que esta situação possa provocar irritabilidade e aumentar a probabilidade de ocorrerem discussões. Identifique um “espaço pessoal” para onde possa retirar-se quando se sente frustrado ou irritado;
• Se está numa relação de casal, procure compreender a perspetiva do outro e evitar culpabilizações, hostilidade e desprezo. Também é importante partilhar responsabilidades e dedicar tempo um ao outro;
• Procure sentir-se útil e dar um propósito ao que estamos a passar: Ofereça-se para ir às compras por um vizinho, cumprindo todas as medidas de proteção; ligue aos familiares e vizinhos mais idosos; escreva um postal a um amigo; verifique se existe algum grupo de voluntários na sua zona para o qual possa contribuir; leia uma história à distância ou ensine uma competência ou arte que domine.

A Freguesia de Santo António conta com uma equipa de psicólogos para o apoiarem. Ligue para o 933 060 305 e fale com uma psicóloga do Projeto Farol – Saúde Mental ou para a linha do SNS 24 – 808 24 24 24.
projetofarol@jfsantoantonio.pt

Família em isolamento


Estar isolado em família, seja com crianças ou adolescentes, pode ser um desafio. É normal que os pais se sintam novamente ansiosos, preocupados e um pouco perdidos. É necessária uma dose reforçada de paciência, compreensão e criatividade para gerir o dia-a-dia em isolamento. Esta exigência aumenta quando os pais estão em teletrabalho.

A solução reside na forma como organizamos o dia. Deixamos algumas sugestões:
• Mantenham as rotinas e horários habituais;
• Tenham expectativas realistas relativamente à produtividade em regime de teletrabalho;
• Encontrem momentos do dia para se dedicarem exclusivamente às crianças;
• Limitem o acesso à televisão e internet;
• Planeiem atividades em conjunto.

Se sentir dificuldade em gerir as rotinas da sua família ou simplesmente precisar de partilhar o que tem sentido, fale connosco.

Ligue para o 933 060 305 e fale com uma psicóloga do Projeto Farol – Saúde Mental ou para a linha do SNS 24 – 808 24 24 24. projetofarol@jfsantoantonio.pt

Fadiga da pandemia


Refere-se ao cansaço e sentimento de sobrecarga por nos mantermos constantemente preocupados durante a pandemia, cumprindo restrições que provocam alterações na nossa vida.

Lembre-se:
A pandemia exige uma grande capacidade de adaptação. É natural sentir-se farto da situação, impaciente e menos motivado para cumprir as recomendações.

Mas não podemos baixar a guarda!
Comprometa-se. Use máscara, lave as mãos com frequência e mantenha o distanciamento.
Aceite, persista e não desista. Adaptar a vida ao coronavírus é possível e necessário. Com o esforço de todos, teremos boas notícias nos próximos meses.

Como gerir a fadiga da pandemia?
• Acredite na sua capacidade para lidar com a situação;
• Cuide do seu bem-estar;
• Esteja atento às suas emoções e pensamentos;
• Peça ajuda.

No Projeto Farol – Saúde Mental temos uma equipa de psicólogos pronta para o ajudar. Contacte-nos através do 933 060 305 ou do email projetofarol@jfsantoantonio.pt.

Permanecer em casa


Apesar da exigência deste segundo confinamento, a descida no número de casos por COVID-19 veio mostrar que o esforço coletivo dos portugueses está a fazer a diferença.
Agora, mais do que nunca, importa manter este esforço, por isso, permaneça em casa.
Acreditamos que “depois da tempestade vem a bonança”.
Com a sua ajuda, o confinamento e a pandemia vão terminar.

Não se esqueça que o Projeto Farol – Saúde Mental tem uma equipa de psicólogos disponíveis para o ajudar.

Se se sentir assoberbado, triste ou sozinho, ligue para o 933 060 305 e fale com uma psicóloga do Projeto Farol – Saúde Mental ou para a linha do SNS 24 – 808 24 24 24.”

projetofarol@jfsantoantonio.pt

O trabalho e a pandemia


A pandemia levou-nos a reconsiderar o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, uma vez que o teletrabalho mistura, por vezes, o tempo dedicado ao trabalho e à família.

• Se estiver em regime de teletrabalho é importante criar uma rotina que facilite a transição psicológica do contexto casa-trabalho para casa-família, e vice-versa;
• Seja assertivo e recuse tarefas quando estas forem de difícil gestão, sejam pessoais ou profissionais;
• Invista em boas relações com os colegas, criando uma rede de apoio no dia-a-dia de trabalho;
• Fale com pessoas em quem confie, dentro e fora do local de trabalho, sobre aquilo que o preocupa e lhe causa stress;
• Peça ajuda. Um psicólogo pode ajudar se sentir que não consegue equilibrar a vida pessoal e profissional, ou se sente que o seu desempenho numa destas vertentes está comprometido.

Ligue para o 933 060 305 e fale com uma psicóloga do Projeto Farol – Saúde Mental ou para a linha do SNS 24 – 808 24 24 24.

projetofarol@jfsantoantonio.pt

Como gerir a ansiedade


Podemos usar a ansiedade a nosso favor e combater sentimentos negativos e desagradáveis. Aceite-a como parte do momento que vivemos e lembre-se que sentir ansiedade não é ser fraco ou inferior aos outros e que esta situação é temporária.

Conheça a sua ansiedade:

• A ansiedade tem efeitos físicos como tensão muscular, aperto no peito, dor de cabeça, náuseas, entre outros sintomas. Identifique o que sente;
• Esta também afeta a mente. Pode tornar-nos mais receosos, nervosos e o pensamento pode tornar-se repetitivo e negativo;
• A ansiedade afeta as relações. Podemos evitar comunicar, ou discutir mais, com quem nos é próximo. Identifique como se relaciona com os outros.

Enfrente a ansiedade:

• Concentre-se no presente;
• Identifique os pensamentos que o perturbam e questione a probabilidade desses cenários acontecerem;
• Invista esforços no que pode controlar;
• Partilhe com alguém o que está a sentir;
• Reflita sobre os aspetos positivos do dia e faça planos para o dia seguinte.

Se sentir dificuldade em gerir a sua ansiedade, peça ajuda.

Ligue para o 933 060 305 e fale com uma psicóloga do Projeto Farol – Saúde Mental ou para a linha do SNS 24 – 808 24 24 24.

projetofarol@jfsantoantonio.pt

Autocuidado e bem-estar


A forma como cuidamos do corpo e da mente influência o nosso bem-estar, minimizando sintomas de ansiedade, stress e tristeza. Com o confinamento, e com a alteração das rotinas habituais, devemos estar especialmente atentos às nossas necessidades.

  • Escolha alimentos saudáveis;
  • Pratique exercício físico. A atividade física melhora o humor e a saúde. Procure exercícios simples, como subir escadas ou uma aula de ginástica online;
  • Faça atividades que lhe deem prazer. Crie uma lista de atividades, fixe-a num local visível e reserve um período do dia, todos os dias, para se dedicar ao que mais gosta;
  • Mantenha bons hábitos de sono. Se puder, durma mais – pode ajudar a reduzir a ansiedade. Habitue-se a deitar e levantar à mesma hora;
  • Doseie a consulta de informação sobre a pandemia. Escolha informação credível e recuse notícias falsas que possam promover comportamentos de risco.
  • Cultive práticas de relaxamento e tranquilidade. Foque-se em atividades que produzam emoções positivas, como conversar, pintar, ler, ouvir música ou jogar um jogo. Tire um momento de silêncio só para si para contemplar, meditar ou rezar.
  • Valorize coisas positivas. Tire alguns minutos para pensar em coisas boas que lhe aconteceram e pelas quais se sente grato.

Se se sentir completamente isolado, triste e sem vontade para fazer as suas rotinas diárias, peça ajuda.

Ligue para o 933 060 305 e fale com uma psicóloga do Projeto Farol – Saúde Mental ou para a linha do SNS 24 – 808 24 24 24.

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Saiba como identificar sentimentos naturais


O segundo confinamento traz novas exigências, mas podemos usar a experiência do primeiro confinamento a nosso favor: o que correu bem e podemos repetir? O que devemos fazer diferente?

Saiba que:

• É natural sentir angústia, tristeza, medo, incerteza, desgaste e muito cansaço;
• É natural chorar, desesperar, ficarmos mais irritáveis e menos pacientes uns com os outros;
• É natural vermos o confinamento como um “castigo” imerecido, bem como sentirmo-nos zangados e impotentes;
• É natural sentir que nossa vida fica limitada ao trabalho. O “tempo livre” pode não nos parecer assim tão “livre”;
• É natural que tenhamos dúvidas sobre como vamos “sobreviver” a um novo confinamento;
• É natural sentirmo-nos frustrados porque os nossos planos e projetos de futuro ficaram temporariamente suspensos;

Se partilha de algum destes sentimentos, saiba que não está sozinho.

Se se sentir completamente isolado, triste e sem vontade para fazer as suas rotinas diárias, peça ajuda.

Ligue para o 933 060 305 e fale com uma psicóloga do Projeto Farol – Saúde Mental ou para a linha do SNS 24 – 808 24 24 24.

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