Património

Abaixo poderá encontrar alguns dos ex-libris da Freguesia de Santo António, em termos de património.

Aqueduto das Águas LivresAqueduto das Águas Livres Considerado monumento nacional, faz parte do projecto dos arquitectos Manuel da Maia e Custódio Vieira. Junto aos nove arcos da parte final do Aqueduto, podem observar-se três grandes painéis de azulejos do século XVIII, colocados em cerca de 1950 num paredão voltado para a Rua das Amoreiras.


Antigo Colégio dos NobresAntigo Colégio dos Nobres Foi um estabelecimento de ensino pré-universitário fundado em Lisboa, em 1761, e voltado para a educação inicial dos jovens aristocratas portugueses. Foi extinto, em 1837, uma vez que os seus objectivos não podiam subsistir no enquadramento criado pela implantação do regime liberal em Portugal. As instalações e equipamentos foram concedidos à então criada Escola Politécnica de Lisboa, transformada, em 1911, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (desde 1985 localizada na Cidade Universitária).
Localização: Rua da Escola Politécnica.


Avenida da LiberdadeAvenida da Liberdade É uma das principais avenidas da cidade de Lisboa. Liga a Praça dos Restauradores à Praça do Marquês de Pombal. Tem várias faixas e largos passeios decorados com jardins e calçada à portuguesa. Foi construída entre 1879 e 1886, à imagem dos boulevards de Paris. Impulsionou a expansão da cidade para norte e tornou-se uma referência para as classes mais abastadas aí localizarem as suas residências. Nela estão situadas estátuas de escritores como Almeida Garret, Alexandre Herculano, António Feliciano de Castilho, entre outros, e um Monumento aos Mortos da Grande Guerra (Primeira Guerra Mundial). As qualidades cénicas, lojas de prestígio, hotéis, teatros e edifícios históricos fazem da Avenida da Liberdade um marco turístico da cidade. É considerada a 35.ª avenida mais cara do mundo, e é ainda palco principal das marchas populares que desfilam na véspera do dia de Santo António de Lisboa.


Casa das 11 PortasCasa das 11 Portas É um edifício de 1858, sóbrio e ao gosto neoclássico, destinado à habitação e ao comércio. A autoria pode ser atribuída a P. J. Pézerat (segundo Pedro Bebiano Braga, A Sétima Colina, pp. 114-115). No interior da Farmácia Albano (57-59), ainda é possível observar mobiliário e decoração do final do século XIX.
Localização: Rua Escola Politécnica, 55-65.


Casa Almada Negreiros

Casa de Almada Negreiros Aí viveu, e teve ateliê, o grande artista Almada Negreiros. É um edifício de rendimento pombalino construído na segunda metade do século XVIII. Localização:
Rua de São Filipe Néri, 42-46.


Chafariz do RatoChafariz do Rato De autoria atribuída a Carlos Mardel, o Chafariz do Rato foi colocado no lugar onde se encontra actualmente por volta de 1794. É um elemento importante de identificação da praça.
Localização: Largo do Rato.


Cinema São Jorge Cinema São Jorge Foi inaugurado em 1950, e é um dos cinemas mais emblemáticos da cidade de Lisboa. O projecto é da autoria de Fernando Silva e valeu-lhe o Prémio Municipal de Arquitectura em 1951. A sua construção trouxe várias inovações tecnológicas para a data, como o ar condicionado e o sistema de aspirador central. Foi a maior sala de cinema do país com 2 000 lugares. Actualmente, acolhe Festivais de Cinema e outros eventos de grande visibilidade. Localização: Avenida da Liberdade, 175.


CinematecaCinemateca Portuguesa A Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema é o organismo que salvaguarda e a divulga o património cinematográfico nacional. Foi fundada no início dos anos 50 por um dos pioneiros das cinematecas europeias, Manuel Félix Ribeiro, e tornou-se uma instituição autónoma em 1980.
Localização: Rua Barata Salgueiro, 39.


Elevador do LavraElevador do Lavra É o elevador mais antigo da cidade de Lisboa. Foi inaugurado em 1884, na Calçada do Lavra, e estabelece a ligação entre a rua Câmara Pestana e o Largo da Anunciada.


Ermida de Nossa Senhora de MonserrateErmida de Nossa Senhora de Monserrate Foi construída em 1768, no vão de um arco do Aqueduto, pela Irmandade dos Fabricantes da Seda. Apresenta no seu interior diversos motivos de interesse, nomeadamente, painéis de azulejos da Fábrica do Rato, uma pintura de Pedro Alexandrino no tecto e a imagem de Nossa Senhora de Monserrate.
Localização: Praça das Amoreiras.


Igreja S. MamedeIgreja de S. Mamede Com o aspecto actual, a igreja de S. Mamede é uma edificação recente (1924). O projecto do arquitecto Raul Martins foi levado acabo depois de um violento incêndio, em 1921, ter destruído o antigo templo, cuja construção demorou quase oitenta anos. No interior existem algumas imagens setecentistas, vindas de outros locais: Nossa Senhora da Conceição (Noviciado e Colégio dos Nobres), Nossa Senhora Mãe dos Homens (ermida no Vale do Pereiro), S. Sebastião (S. Mamede-Velho) e uma estatua de mármore, representando Nossa Senhora (Convento da Esperança).
Localização: Largo de S. Mamede.


Igreja do Convento de Santo António dos CapuchosIgreja do Convento de Santo António dos Capuchos Foi inaugurado em 1579 e entregue aos Padres Recoletos da Custódia de Santo António. Depois de ficar parcialmente destruído devido ao terramoto de 1755, sofreu várias transformações ao longo dos séculos. Em 1836, a rainha D. Maria II fundou nas suas instalações o Asilo de Mendicidade de Lisboa. Mais recentemente, funcionou como arquivo do Hospital dos Capuchos, mas depois de obras de restauro parcial recuperou as funções religiosas.
Localização: Alameda Santo António dos Capuchos.


Igreja Santo António dos CarpinteirosIgreja de São José dos Carpinteiros Com origem numa pequena ermida em 1545, foi elevada a paroquial em 1567 e ampliada em meados do séc. XVII. Reedificada após o terramoto de 1755, segundo instruções do mestre-pedreiro Caetano Tomás, traduz uma arquitectura barroca e pombalina, destacando-se o seu portal principal, rectangular, com sobreporta de desenho curvilíneo, elaborado em torno de um medalhão com a figura de S. José em baixo-relevo. Esse medalhão surge ladeado por duas cartelas evocativas dos principais eventos do templo e de onde pendem, em relevo de pedra, as ferramentas de pedreiro e de carpinteiro (ofícios da confraria). No interior destacam-se: a pintura ornamental monocroma oitocentista da cobertura da nave, desenvolvida a partir das figuras centrais de S. José e do Anjo; os retábulos de talha polícroma das capelas laterais; e o revestimento das paredes laterais da nave com lambris de azulejos setecentistas, representando aspectos da vida do padroeiro. A classificação de Imóvel de Interesse Público abrange a igreja e os edifícios anexos.


Jardim BotânicoJardim Botânico da Universidade de Lisboa É uma área de quatro hectares onde se observam espécimes vegetais oriundas de diversas partes do mundo. Representa um património de inegável interesse do ponto de vista histórico, cultural e científico.
Localização: Rua da Escola Politécnica, 56-58.


Mãe de Água das AmoreirasMãe de Água das Amoreiras Foi projectada pelo arquitecto Hungaro Carlos Mardel, em 1752, e servia para receber e distribuir as águas do Aqueduto das Águas Livres, sendo um posto essencial para o abastecimento da cidade de Lisboa. O depósito existente no seu interior tem 5 500 metros cúbicos. Na sua fachada ocidental, na Rua das Amoreiras, encontra-se a Casa do Registo, onde eram medidos os caudais de água que partiam para os chafarizes da cidade, através de galerias subterrâneas. Este monumento nacional conjuga a qualidade arquitectónica com a função utilitária. Actualmente o espaço é utilizado para realização de actividades culturais.


Monumento ao Marquês do PombalMonumento ao Marquês do Pombal O projecto foi encomendado aos arquitetos Adães Bermudes, António do Couto e Francisco Santos. As obras começaram em 1917, tendo ficado paradas até 1926, altura em que foi lançada, pela segunda vez, a “primeira pedra”. A inauguração aconteceu a 13 de Maio de 1934.
Localização: Praça do Marquês de Pombal.


Palácio dos Marqueses da PraiaPalácio dos Marqueses da Praia É uma enorme residência oitocentista, com dois pisos principais e fachadas simples em que predomina um geometrismo neoclássico (apenas quebrado pelo portal principal, sob um janelão com varanda). No início do século XIX, o palácio estava na posse dos marqueses de Viana, cujas festas sumptuosas deram brado em Lisboa e acabaram por os levar à falência. Depois de 1876, o edifício passou a pertencer aos marqueses da Praia, na posse de quem esteve até 1974, altura em que foi adquirido pelo Partido Socialista. O palácio tinha sido alargado em 1839, à custa da vizinha fábrica de louça, então extinta. O marquês de Viana mandou construir uma capela privativa, a capela de Nossa Senhora da Bonança, de acordo com o projecto do arquitecto Manuel Joaquim de Sousa. Esta é a célebre capela do Rato, onde decorreram acções de protesto contra a guerra colonial, nos anos 60.
Localização: Largo do Rato, 2.


Palácio PalmelaPalácio Palmela Foi inicialmente a casa do arquitecto Manuel Caetano de Sousa, tendo sido projectada pelo próprio. Passou depois para a posse do riquíssimo conde da Póvoa, que procedeu a obras de ampliação, transformando o relativamente modesto edifício numa enorme residência palaciana. Em meados do século XIX, veio a pertencer aos duques de Palmela, que realizaram novas alterações, destacando-se as feitas em 1902 que deram o actual aspecto ao palácio. São dessa data as duas esculturas que ladeiam a porta principal. Da autoria de Calmels, observa-se, à esquerda, uma cariátide representando a «Força Moral» e, à direita, um atlante simbolizando o «Trabalho». Actualmente, neste palácio está instalada a Procuradoria-Geral da Republica
Localização: Rua Escola Politécnica, 126-140.


Palácio Rebelo de Andrade-SeiaPalácio Rebelo de Andrade-Seia O palácio que o burguês Rebelo de Andrade fez edificar, em cerca de 1760, e que depois pertenceu ao Conde de Seia, serve hoje de sede à Universidade Aberta. Apesar das muitas transformações que sofreu ao longo dos anos, especialmente o acrescento de um piso superior, o Palácio Rebelo de Andrade continua a ser um notável exemplo da arquitectura residencial pombalina.
Localização: Rua Escola Politécnica, 141-147.


Palacete CastilhoPalacete Castilho É um dos mais antigos edifícios desta zona. Dos quatro pisos que apresenta, só os dois primeiros serão do início do século XVIII, já que os outros dois devem ter sido acrescentados por iniciativa da família Castilho, que ali residiu até meados do século XIX.
Localização: Rua da Escola Politécnica, 38 – 46.


Real Fábrica das SedasReal Fábrica das Sedas O edifício é um dos mais representativos exemplares da arqueologia industrial portuguesa. A feição actual é a que resultou das obras de alargamento da primitiva fábrica, ordenadas por Marquês de Pombal. Com a decadência da fábrica, a partir de 1835, as instalações tiveram inúmeras utilizações, das quais se destacam um ateliê de vitrais de Ricardo Leone e, na esquina para o Rato, uma antiga taberna, agora uma pastelaria que manteve os painéis decorativos de azulejos.
Localização: Rua Escola Politécnica, 219-289.


Teatro Maria Vitória
Teatro Maria Vitória
Foi inaugurado em Julho de 1922, num recinto de feira e em pleno centro de Lisboa, no Parque Mayer. Foi o primeiro dos quatro teatros ali criados. É actualmente o único teatro de revista que se encontra em pleno funcionamento.


Teatro Tivoli BBVA
Teatro Tivoli Nasceu em 1924, mas como cinema, onde exibiam apenas filmes de grande qualidade. Um ano depois, aí se começaram também a fazer peças de teatro. Foi comprado pela promotora UAU em 2011, passando a chamar Tivoli BBVA. É uma sala de espectáculos dedicada a peças de teatro e concertos.
Localização: Avenida da Liberdade, 182-188.


Parque MayerParque Mayer Implantado no espaço que fora o dos jardins e adjacentes do Palácio Mayer (Prémio Valmor 1902), construído em 1901 por Nicola Bigaglia e pertença de Adolfo de Lima Mayer. Em 1920 foi adquirido por Artur Brandão e vendido no ano seguinte a Luís Galhardo, personalidade ligada ao meio teatral, que sonhava criar um espaço dedicado ao divertimento. Tendo fundado a Sociedade Avenida Parque, assim iniciou neste recinto grandes momentos de diversão, espectáculo e representação, que o veio a tornar muito popular. De momento está em avançado estado de degradação.